quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Governo do estado discrimina artista nativos com cachês aviltantes na festa de 400 anos de São Luís

    Nem todos os segmentos da sociedade estão se achando contemplados com a programação oficial de comemoração dos 400 anos de fundação de São Luís organizada pelo governo do estado através da Secretaria de Estado da Comunicação.
    Como bois, os artistas maranhenses ruminam a insatisfação de receberem farelos na festa de aniversário da terrinha natal. "Filha de São Luís", como afirmou a secretária adjunta da Secom, a governadora Roseana Sarney (PMDB) confirma sua insensibilidade com os  filhos da precisão desta terra secular.
    Recheada por nomes incontestáveis do talento musical brasileiro a programação conta com uma minguada participação de nativos. São os mesmos nomes de sempre, escolhidos ao bel prazer dos organizadores. Tudo dentro do critério, "este é contra nós, fica de fora" que norteia a "política cultural" do governo do estado desde os tempos dos bulcões.
    Josias Sobrinho, César Teixeira e outros que não soletram na cartilha da oligarquia, nem pensaram em  colocá-los no palco para manterem contatos com o previsível público de 100 mil pessoas aguardado. Não cantarão nesta freguesia, embora seja custeada pelo erário. Aos convidados de casa os cachês variam entre R$ 3,5 mil e R$ 5 mil.
    Chico Maranhão, que este ano também completa 70 anos como Gil, Caetano e outros dos tempos dos festivais, embora esteja entre os mais chegados também não gostou do tratamento numerário. Os outros puseram os rabo entre as pernas, porque assim não vão mais...serem incluídos nas programações oficiais do carnaval, são joão e outras datas festivas. Aos artistas que deram certo lá fora, o açoite é poupado. Daí a postura distanciada, como bem convém ao contratante. Chegaram a sugerir ao secretário a inclusão de Cláudio Fontana, logo descartado com a descortesia reservado aos arrogantes do poder.
    Como sempre, os gastos do tesouro estadual têm a transparência enevoada pela mídia pesada nos veículos de comunicação do Sistema que tem a governadora como sócia, que exponencializam ainda mais a humilhação.
    Circula na cidade que o Rei Roberto Carlos pediu R$ 1,5 milhão para partricipar da rica festa armada pela equipe do governo Roseana, mais com intutito de convencer os ludovicenses do afeto que a afeta. Não me assusto se como "palinha" seja puxado um coro do treze. É muito azar para uma cidade, urucubaca para mais quatro séculos.
    Tanto o estado quanto o município esquadrinharam uma programação com esmero voltado estritamente para a disputa eleitoral. E só.

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