sábado, 3 de junho de 2017

MA pedeu 4,4% na arrecadação de ICMS no primeiro trimestre

O Maranhão teve perda de 4,4% na arrecadação de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) no primeiro trimestre de 2017. O levantamento foi realizado pelo Escritório técnico de estudos econômicos do Nordeste, do Banco do Nordeste, que registrou queda em apenas dois estados. O outro foi a Bahia.

O incremento real no imposto na região foi de 1,4% comparado ao mesmo período do ano passado. A arrecadação alcançou R$ 17,7 bilhões.

O setor terciário, que congrega atividades de comércio de bens e prestação de serviços, responde por quase metade da arrecadação nordestina (44,4%), com crescimento de 6,7%. Sete Estados tiveram incremento real, com destaque para Sergipe (+5,3%) e Paraíba (+5,1%).
O levantamento é do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), do Banco do Nordeste, com dados do Banco Central e Ministério da Fazenda.

Quanto à perda verificada no Maranhão (-4,4%) e Bahia (-0,5%), a explicação reside na queda da arrecadação dos setores de petróleo, combustíveis e lubrificantes, bem como no setor de energia.

O setor petrolífero responde pela maior variação negativa do Nordeste (-11,8%), com principal queda registrada no Maranhão (-80,4%). E o setor energético vem em seguida (-10%), com maior impacto verificado na Bahia (-19,8%).

Em contraponto, os principais picos no setor primário foram obtidos pelos Estados de Pernambuco (+72,9%) e Maranhão (+70,9%). No setor secundário, Sergipe registrou o melhor desempenho (+16%), seguido por Alagoas (+13%). E o setor terciário, que liderou o crescimento regional, se destacou em Alagoas (+10,1%) e Maranhão (8%).

Brasil
A arrecadação de ICMS no Brasil alcançou R$ 107,7 bilhões no primeiro trimestre, que corresponde a incremento real de 0,2% no período. Na escala nacional, apenas as regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sul tiveram aumentos reais em suas arrecadações.
O volume de crescimento mais expressivo ocorreu na região Sul (+8,7%). E o Nordeste (+1,4%) ocupa a segunda posição, à frente do Centro-Oeste (+1,0%). As regiões Norte e Sudeste tiveram perdas reais em suas arrecadações, -3,8% e -2,9%, respectivamente. Em termos de participação relativa, a liderança é do Sudeste, que responde por quase a metade do ICMS arrecadado, precisamente 49,0%.
Fonte: BNB/SE

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